Consciência Negra


Sempre perdido nesta escuridão infinita. A sombra que mais parece crescer enquanto procuro sua beirada.
De todos os males, o pior… não sei.
A convivência que me cala com o costume, rotina, para não dizer cansaço.
Não conheço remédios. Nem dos naturais, nem dos químicos e nem dos humanos. Tudo o que conheço é o que alivia. Apenas. Não ataca a raiz. Nem conheço a raiz. Talvez não tenha. Talvez seja eu. Provável.
Ouço que o mundo do lado de lá da sombra é uma utopia e que, na verdade, ninguém lá vive e que a realidade é comum. Está aquém. Do lado de cá. Não sou o único.
Não existe um lado negro da lua de fato. Na verdade, é tudo negro. Pelo menos é o que dizem os velhos sábios da música.
Algo assim. Quero acreditar nisso quando estou são. Muito embora eu esteja já há muito tempo com os olhos na falta de luz e não consiga enxergar o que não é meu.
Então me resta uma música, uma companhia, um copo que nunca fica vazio. O de sempre. Pelo menos o aceitável. Não me perdoaria se fizesse algo que piorasse.
Perco-me dentro de mim. Viagem louca num vazio imensurável. Negro. Denso. Pego-me desprevenido, com cisco nos dois olhos procurando um corrimão. E vamos lá de novo…
Sempre perdido nessa escuridão infinita. Nessa insana consciência negra.

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