Um texto que finalmente saiu. Este estava na pasta dos inacabados há mais de um ano por simplesmente não ter vontade, não querer escrevê-lo e ter a ilusão de que tudo se arrumaria. A verdade é que esta última me consumiu por tempo demais e hoje já não sou o mesmo de antes que via vantagens em te esperar. Por hora, desejo de continuar esperando eu tenho, mas insistir em algo que não vigorará é deveras chato, para não dizer que me consome por dentro.
Além de tudo isso, não posso deixar de expressar meus sentimentos por outras pessoas que porventura entraram em minha vida. É fato que não fiquei sozinho e muito menos parado. Fulanos e Ciclanos entram e saem toda hora do meu cotidiano e alguns deles permanecem por um curto período de tempo. Meu jeito de ser, minha personalidade em si, não deixam que pessoas novas se aproximem por mais que eu queira. Só os que me conhecem há mais tempo é que sabem e aturam a forma como lidar com minha pessoa. E isso não é drama. É realidade.
Nos últimos tempos tive amigos e, principalmente, amigas próximos com os quais contei e confiei. Não muito surpreendente, muitos já se foram e seguiram seus rumos.
Devo dizer que este texto não é só direcionado a você. Somados aos sentimentos de desistência relacionados a você, também tive estímulos de outras pessoas. Dessas já citadas que entraram e foram saindo, com muitas eu me iludi, mas felizmente são de poucas que sinto falta. Muito embora isso seja verdade, existiu uma pessoa que despertou coisas dentro de mim que há muito estavam adormecidas. Fato é que sempre carreguei você dentro de mim e, por isso, esta pessoa em questão conseguiu algo que nunca achei que outro alguém fosse conseguir depois de você… Tá bom, vamos ser sinceros. Ela não conseguiu e nem imagino alguém que conseguiria, mas ela chegou muito próximo disso e talvez conseguisse se tivesse um pouco mais da persistência que você teve.
Uma garota que parecia ter todas as chaves, e falei isso para ela. Lembra que já havia falado isso para você uma vez? Todas as chaves. Que me viu, que me conheceu, que me fez abrir os olhos, que queria me ver bem, que gostava realmente de mim, que sabia qual chave abriria a caixa dos meus sentimentos para o mundo. O mais engraçado é que era tão igual que nem sequer vê-la eu via direito. Ela era muito ausente fisicamente e ao mesmo tempo tão presente dentro de mim. Ausente… Presente… “Presente-ausente”. Deu para ver o quanto tudo isso me deixou louco? Quando comecei a me dar conta do que estava acontecendo, tratei de valorizá-la e não deixá-la escapar. Mas como estamos falando de realidade e não de contos de fadas, eu mesmo, sem querer, tratei de confundí-la, falar o que não devia e enfim, afastá-la. O que diferenciou você de todos os outros foi sua persistência. Seu carinho, afeto e vontade de me ver bem, o que até então são características comuns em todos os realmente bons amigos que tive, também estavam lá, mas nada comparado à sua persistência, sua forma como facilmente conseguia me entender quando nem eu mesmo me entendia. Por que não falar do seu amor também… Era uma maravilhosa e gostosa forma de me amar. E insisto em dizer que era tão maravilhosa e gostosa quanto recíproca e era exatamente isso que deixava as coisas tão mais especiais.
Com toda a graça e toda a sutileza que esta outra pessoa chegou, tive a impressão de que arranjara uma nova pessoa para chamar de melhor amiga. E por alguns momentos chamei, ainda que não tivesse chegado ao seu patamar, mas que eu via potencial para isso. Porém, em determinado momento nós fizemos uma cagada absurda. Algo que não se deve, definitivamente, fazer em um relacionamento: prometemos que não sairíamos da vida do outro. Tiro e queda. Todos estamos cansados de saber que se prometeu que não fará isso, é porque vai acontecer. E de fato aconteceu como toda vez que isso é prometido acontece. Um dos motivos para o nosso ter sido tão “eterno enquanto durou” foi isso, simplesmente não prometemos nada um ao outro. Lembra-se? Com ela foi muito especial, deixou-me com esperanças absurdas e fiquei eufórico por vários dias só de esperar mensagens dela no celular como fazia com você. Mas só. Acabou. Não a culpo porque é claro, não sou nem de longe alguém fácil de se conviver, mas ela deu bem a entender que não duraria tanto quanto você durou.
Talvez um grande problema meu seja tentar encontrar você em outro alguém. Diversas vezes isso aconteceu e desta última chegou bem perto, revelando no final que na verdade igual a você ninguém será. Uma coisa tão óbvia e que eu insisto em errar.
Após esta última perda, fiquei pensando por alguns dias como seria minha vida ainda com você e juro que te via online e sentia uma vontade imensa de falar só um oi. Ou ligar, ou mandar mensagem, que seja… E como eu queria que você tivesse tomado essa iniciativa. Não tomei e não tomou. Foi quando comecei a ver que as coisas entre nós dois realmente tenham se acabado e talvez já o tenha há muito tempo. Vi fotos e não escondo que sinto inveja e um punhado de ciúmes por vê-la em um relacionamento amoroso. Não no sentido comum, mas no sentido que me faz pensar que tudo o que você fazia por mim você agora faz não só para ele mas também para as pessoas ao seu redor. Por favor, não me entenda mal. Nada contra nenhum deles e nem contra seus novos relacionamentos, mas sim uma agonia em saber que eu já fui especial para você e hoje poderia ser e não sou mais.
Tento me relacionar com todos e respeito cada um como é, mesmo sabendo que isso será difícil de ser recíproco como só você conseguiu fazer ser. Sou difícil mesmo. Falo besteira mesmo. Mas sou uma pessoa boa e você sabe disso também. Espero achar alguém em quem possa confiar e curtir um lindo relacionamento como foi o nosso.
Este texto leva um pedaço de todos os meus verdadeiros bons amigos e amigas que perdi nos últimos tempos e principalmente um pedaço seu. Eu simplesmente não aguento mais esperar sofrendo por um retorno que você nem sequer demonstra que um dia acontecerá e peço perdão por isso. Tentei persistir o máximo que pude. A verdade é que perdi muitos desses amigos por causa de “fases”. Ora problemas pessoais, ora faculdade, ora namoro (e isso inclui o meu), ora vestibular. Mas veja só, cansei de perder bons amigos por causa de fase. Acho até que fase é uma desculpa para tal. Algo onde depositamos a culpa por não sentirmos mais aquela necessidade de falar um com o outro. Perdi você acreditando que era fase de vestibular. Perdi a última pessoa por muitas coisas, mas entre elas, a fase da faculdade. E por aí vai.
Você foi a melhor amiga entre todos os melhores amigos e amigas que tive e tenho. Você foi uma das mulheres da minha vida entre as poucas que tive. Nossas conversas, nossas lembranças, histórico de MSN, seus textos para mim, seus depoimentos, seus textos e recados de “feliz aniversário” que tanto desprezava por não se sentir a vontade de fazê-los, mas que num passado distante insistia em fazer, todos estes itens eu ainda guardo com muito carinho. Dentro e fora de mim. Não sei se você está lendo isso. Não sei se algum dia irá ler. Não sei se ainda tem paciência para ler meus textos como antes tinha. Não sei nem se você já entrou nesse depósito de besteiras que eu chamo de blog, mas lendo ou não, que fique registrado que jamais esquecerei de tudo. Jamais esquecerei de como nos conhecemos. Jamais esquecerei da viagem. Jamais esquecerei daquele nosso arrependimento. Jamais esquecerei de como, pra variar, eu te tratei mal na última noite e mesmo assim você ficou ao meu lado. Jamais esquecerei de você. Infelizmente hoje a mais ausente de todas as presentes em minha vida. No entanto, eternamente será, dentro de minhas lembranças, a única e mais especial “presente-ausente da minha vida”! Expressão esta que, como todos já puderam notar, repito exaustivamente e sempre entre aspas. Aspas porque não é uma expressão minha. É sua. Totalmente sua. Uma expressão que um dia você disse para mim.
Eu não te espero mais, mas te amo incondicionalmente.
Nem acredito que terminei de escrever esse texto. Era o único de todos os inacabados que eu esperava nunca terminar…